terça-feira, 14 de abril de 2015

Lady Wine - Prova dos 7


Em Alvalade, é impossível não reparar na esquina que une a Rua Ricardo Jorge com a Rua Constantino Fernandes! Com um design descontraidamente jovem, é no nr 3 que se encontra a garrafeira PORTUGAL WINE ROOM.

Não foi necessário ninguém estar à porta para me convidar a entrar.
A decoração e o estilo cosy da esplanada empurraram-me para dentro!

O dia estava fantástico e a esplanada facilmente se enchia de copos cheios e tapas com um aspeto delicioso!
Estou desconfiada que eram grandes admiradores de pequenas coisas da vida que pediam estas magníficas ementas.

A prova de vinhos Quinta do Boição, em Bucelas, esperava-me e eu a ela.
Demo-nos tão bem!

Fui muito bem recebida e aprendi muita coisa com quem tinha conhecimento a partilhar.


A prova foi sempre guiada pelo enólogo João Vicêncio, do grupo ENOPOR, mas foi o meu olfato e o meu paladar que mais informações retiraram.



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O primeiro que se chegou à frente, e a todos os flutes, foi o Espumante Quinta do Boição, Arinto – Reserva Bruto de 2008.
Foi mesmo caso de festejo!

A cor é um amarelo citrino e o cheiro vai a este encontro. Para além de algum floral.

Provei-o e o meu paladar disse-me, enquanto os entendidos discutiam ainda cores e cheiros, que estava perante uma boa acidez. Deve-se à casta Arinto, que confere sempre frescura e acidez.

Imaginei-me sentada com o grupo de amigas num almoço ligeiro composto por uma salada ou simplesmente um lanche tardio com tostas com queijo delicado e frutos secos!

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Depois veio o branco Bucellas Arinto 2014.
Este branquinho conquistou-me! Quase que se conseguiu disfarçar por um verde pela acidez que possui. Mas não me deixei enganar.

É um vinho jovem, com uma tonalidade amarela muito translúcida. O aroma é muito tropical! Cheira bastante a ananás e maracujá. 

Este sujeito caía muito bem com uma bela mariscada.

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Apareceu, de seguida, o primo Quinta do Boição Arinto Reserva 2013.
Em relação ao anterior é um amarelo mais nítido, devido também à diferença de idades.

Os cheiros assemelham-se mas neste estão presentes algumas notas de mel e frutos secos. 
Em pormenor, sinto também a madeira.

O sabor é mais prolongado que o anterior. 
A frescura e a acidez estão muito presentes devido a ser uma monocasta Arinto.

A acompanhar esta vinhaça, as carnes brancas teriam prioridade!

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Posteriormente, cumprimentei o mister Quinta do Boição Special Selection DOC Bucelas 2010. Reparo nos pormenores: em rodapé – Bottled in 2013; e em itálico - “Old Vineyards”.

Só faltava o smoking a este sujeito.
Que presença, que cheiro, que sabor!

O amarelo é bem mais acentuado, cheira-me predominantemente a frutos secos.
Amêndoas, diria eu.


Podia muito bem acompanhar com uma senhora massa de tamboril ou outro prato bem elaborado. Assados no forno, por exemplo.

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Seguiu-se algo inesperado. Uma primeira vez.

Foi a minha primeira experiência com um branco de 2000!

Surpreendi-me com a cor!
O amarelo desapareceu para dar lugar ao dourado.

O cheiro é muito diferente do que estou habituada! 
Cheira a couro e o sabor é muito amendoado. Muito intenso.

Não é qualquer coisa que harmoniza aqui.
Talvez uns folhadinhos de queijo chèvre com mel e nozes ou simplesmente tostinhas integrais com queijo roquefort!

Não foi o vinho que mais gostei mas foi o que veio para casa! Tinha de o conhecer melhor!

“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, certo?

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Chegaram os tintos e os brancos só voltaram para os apreciadores que chegaram tarde ou simplesmente para os que quiseram despedir-se mais uma vez.

Primeiro conheci o Quinta do Boição Reserva 2010.
Os taninos estão muito presentes neste vinho, sendo a cor um vermelho com vida, algo próximo do rubi.

O cheiro a frutos vermelhos e a madeira destacaram-se a meio do caminho entre o meu nariz e o dito sujeito.
Tem um sabor intenso e prolongado, culpa das castas Syrah e Castelão.

Acompanhá-lo-ia com carnes vermelhas grelhadas e talvez um pouco mais frio do que foi servido.

Gostos, meus amigos.

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Por fim, o Quinta do Boição Special Selection Old Vineyards 2008. E também de smoking, veste o pormenor “Bottled in 2012”.

Este vinho, representado pela fotografia lá em cima, apresentou uma boa lágrima, sendo bastante encorpado e mais volumoso que o tinto anterior. As castas presentes são Touriga e Syrah.

A cor é linda! É um vermelho escuro intenso.

Dentro dos tintos apresentados, para mim este teve maior visibilidade dada à intensidade do sabor.
Quase que parecia ter personalidade própria!

Aqui todos os brancos são DOC e os tintos regionais de Lisboa.

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A Quinta do Boição oferece uma panóplia de opções para refeições em boa companhia ou simplesmente para um momento filosófico a sós!

Conheci boa gente num ambiente muito familiar onde todos tínhamos algo em comum – o gosto pelo vinho. Mais do que beber, apreciámos vinho.


Mais informações e curiosidades contactem-me, wine lovers.

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