A mesa estava rodeada de boa gente e o "Duas Quintas" apareceu para nos acompanhar durante o almoço de Páscoa.
“Olá, seja bem-vindo!”, disse-lhe eu.
Sempre tive muitos valores.
As castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca fazem dele um vinho complexo. Cheirou-me a frutos silvestres numa calda apimentada e um q.b. de canela. Na boca, aparece de forma fresca e intensa e o sabor perdura por algum tempo.
Gosto destes vinhos para acompanhar estes almoços prolongados de comida de forno!
Sei que ele nos fez rir e recordar tempos antigos. Rimo-nos uns dos outros e uns para os outros e ainda aprendi costumes e tradições de quem já não está por cá.
Após o almoço, o Duas Quintas explicou-me a razão do seu nome. A mãe é a Quinta de Ervamoira, que lhe confere toda a doçura e intensidade de sabor; já o pai é o Quinta dos Bons Ares, que lhe deu frescura e fulgor.
Conheci minutos antes o primo, o branco.
Também lhe falei bem mas não simpatizei tanto.
O branco era bastante frutado em termos de sabor, o que veio comprovar o alerta do meu olfacto. Avisou-me logo que tinha um cheiro floral e de citrinos.
Já o "Duas Quintas" tinto de 2012… que apareça mais vezes!

Sem comentários:
Enviar um comentário